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Politica internacional

  • Cerca de 35% das mulheres migrantes na União Europeia ficam fora do mercado de trabalho por razões familiares. Mulheres migrantes têm mais dificuldade de se inserir no mercado de trabalho. Reuters/Adrees Latif As mulheres migrantes são muitas vezes deixadas de lado na integração em seus países de acolhimento, de acordo com um relatório da OCDE, publicado neste domingo (9) pela Comissão Europeia, que considera uma "questão de preocupação". Os países que compõem a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) têm 128 milhões de migrantes e a União Europeia (UE), com 58 milhões, representando 10% da população. Durante a última década, o número aumentou em 28% na UE, onde dois terços dos imigrantes vêm de países fora da União, diz este relatório publicado na véspera da cúpula da ONU que deve aprovar o Pacto para Migrações em Marrakech. "Em muitos países, alguns grupos vulneráveis de imigrantes, como os refugiados, podem levar, em média, 15 anos ou mais para alcançar uma taxa de emprego semelhante à dos nativos do país", diz o comissário europeu para as migrações no preâmbulo do relatório Dimitris Avramopoulos e o Secretário Geral da OCDE, Angel Gurria. "A inclusão de famílias migrantes, que têm muitas mulheres, também é motivo de preocupação", acrescentam. As mulheres migrantes que trabalham são menos do que as do país de acolhimento (57% contra 63% na UE). Algumas delas permanecem, sem escolha, fora do mercado de trabalho (uma em cinco dentro da UE), o que atribuem a razões familiares (35% para migrantes, comparado com um quarto das mulheres nascidas no país). "A integração das mulheres deve concentrar muita atenção", disse à AFP Jean-Christophe Dumont, chefe da seção "migração internacional" da OCDE, e apontou as "questões de longo prazo" que estão em jogo. "A falta de integração pode ter um custo significativo em termos de produtividade e crescimento", dizem Gurria e Avramapoulos, que também mencionam "os custos políticos, a instabilidade e, mais genericamente, o custo negativo para a coesão social", que isso causa.

  • Denis Mukwege e Nadia Murad receberão prêmio na segunda-feira. 'Este Nobel não fará a violência desaparecer, nem os ataques a mulheres, grávidas, crianças, bebês. Mas nosso objetivo é que o prêmio abra portas', diz Murad. Os vencedores do prêmio Nobel da Paz 2018, Denis Mukwege e Nadia Murad, assinam o livro de laureados durante entrevista coletiva em Oslo, no domingo (9) Heiko Junge/NTB Scanpix/AFP Os vencedores do prêmio Nobel da Paz, o médico congolês Denis Mukwege e a yazidi Nadia Murad, ex-escrava de extremistas, disseram neste domingo (9) esperar que o prêmio ajude a dar fim à impunidade dos autores de violências sexuais. O ginecologista de 63 anos e a jovem iraquiana, de 25, receberão nesta segunda-feira em Oslo o Nobel atribuído conjuntamente por sua luta contra o estupro como "arma de guerra". "Este prêmio Nobel não fará a violência desaparecer, nem os ataques a mulheres, grávidas, crianças, bebês", declarou Murad à imprensa. "Mas nosso objetivo é que o prêmio abra portas, e já é o caso", acrescentou. Como outras milhares de mulheres yazidis, Murad foi submetida à escravidão sexual pelo grupo extremista Estado Islâmico após uma ofensiva no Iraque em 2014. Após conseguir escapar, a jovem, cuja mãe e seis irmãos foram assassinados, luta para que a perseguição ao povo curdo seja reconhecida como genocídio. "Nenhum membro do Estado Islâmico foi julgado. Já não estão no Iraque, mas vemos que os estupros continuam como arma de guerra", destacou. Denis Mukwege atende vítimas de violência sexual há duas décadas no hospital de Panzi, fundado no Bukavu, leste da República Democrática do Congo (RDC), região afetada pela violência crônica. "A denúncia não é suficiente, é preciso agir", disse em coletiva de imprensa. "Nos conflitos armados, (...) a transformação dos corpos das mulheres em campo de batalha é um ato inadmissível em nosso século", acrescentou. O prêmio Nobel da Paz é composto por uma medalha de ouro, um diploma e um cheque de 9 milhões de coroas suecas (US$ 993 mil, ou cerca de R$ 3,9 milhões).

  • Ricardo Takamitsu vive na Itália há doze anos e hoje tem quatro restaurantes de comida japonesa, três em Roma e um em Estocolmo, na Suécia. Ricardo Takamitsu (centro), brasileiro, sushiman na Itália com sua equipe Ricardo Takamitsu/Arquivo pessoal Conquistar o exigente paladar dos italianos com a cozinha japonesa não é uma tarefa fácil. O brasileiro Ricardo Takamitsu alcançou este objetivo. Ele vive na Itália há doze anos e hoje tem quatro restaurantes de comida japonesa, três em Roma e um em Estocolmo, na Suécia. Takamitsu nasceu em São Paulo em 1982, sua mãe é japonesa e seu pai mineiro. A carreira dele começou lavando pratos num restaurante japonês no bairro paulistano da Liberdade. Em seguida, mudou-se para o Japão para conhecer melhor a língua e a culinária local. Foi então que surgiu a oportunidade de vir à Itália trabalhar num restaurante em Nápoles, para auxiliar seu ex-chefe, para quem trabalhava no Brasil. “Foi uma escolha muito arriscada porque o sushi japonês tradicional já existia. A primeira pergunta que fiz foi: Será que os romanos vão gostar desta cozinha fusion? Porque a gente sabe que o sushi no Brasil tem tanta mistura, tanta maionese, tanto frito, que pode não ser bem aceito aqui na Itália", diz. "Então tive a ideia de tentar usar tudo mais equilibrado:  em vez de colocar tanto alho, reduzir a quantidade de alho e comer a comida deles para entender do que gostavam. Isso me ajudou muito. Hoje meu um sushi é um sushi mediterrâneo, mas sempre com a alma brasileira”, descreve. Os quatro restaurantes estão localizados em bairros nobres das capitais italiana e sueca. Na decoração dos restaurantes predominam as cores fortes. Nas paredes há frases escritas em português. “As cores de todos os restaurantes são sempre verde, azul. Quando a pessoa entra já sabe que está num pedacinho do Brasil. Eles vêm procurar este ambiente, tomar caipirinha de cachaça”. Ricardo Takamitsu quer abrir outras filiais do restaurante em toda Itália. Segundo ele, o segredo do sucesso é saber unir elementos de três países: Itália, Japão e Brasil. Sambamaki “No meu prato tem a criatividade brasileira, tem o equilíbrio italiano, com o japonês a execução perfeita. Acho que a mistura destas três almas tá levando a gente a esta conquista de Roma. Hoje a gente tem três restaurantes em Roma, a probabilidade é que nos próximos cinco anos a gente tenha nove restaurantes na Itália.” O nome escolhido não foi por acaso: Sambamaki, afinal um brasileiro chefe de cozinha japonesa na Europa dá samba. “Para quem não sabe, maki quer dizer enrolado. Então se vocês pensam no temaki, "te" em japonês é mão e "maki" é enrolado. Sambamaki é o samba enrolado. Então todos os nomes dos pratos eu tento colocar sempre o samba”. A prioridade de Ricardo Takamitsu é empregar brasileiros. “Tento trazer o maior número de brasileiros para trabalhar. Hoje contamos com cerca de 45 profissionais em Roma, provavelmente 70% são brasileiros. Os cargos mais importantes são dos brasileiros", ressalta. "Isso é muito interessante, o brasileiro tem aquela piadinha que o europeu não tem. As vezes o senso de humor faz toda a diferença, porque o cliente quer relaxar." O talento de Ricardo Takamitsu conquistou também o público da televisão italiana. Ele participou de vários programas sobre culinária, entre eles, “La prova del cuoco” no canal Rai1, com uma audiência de quase 2 milhões de espectadores. Na TV, o chef brasileiro ficou famoso também pelo rigoroso respeito pela higiene. “Aqui na Itália, uma das coisas que me dá muito orgulho é o fato de ter sido reconhecido como precursor desta cozinha nipo-brasileira. Este programa deu tão certo que já foi reprisado quatro vezes. Sou reconhecido na rua. Quando estou numa cozinha no norte ou no sul da Itália, as pessoas dizem: ah, você é o Ricardo chefe”. A mistura cultural de Ricardo Takamitsu não é só no restaurante. A sua mulher é ucraniana, com a qual tem duas filhas pequenas. "Meu pai vem de Ouro Preto em Minas, meu pai é escuríssimo, muito mais escuro do que eu. Eu nasci caramelo, é uma cor estranha. Tenho olho puxado e a pele escura, sou um mix. Sou um brasileiro com muito orgulho e com muito amor”.